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sexta-feira, 17 de julho de 2009

A alegria dos céus
















"Talvez a tragédia nos seja permitida como uma espécie de comédia benigna: porque a frenética energia das coisas divinas nos derrubaria como uma farsa de bêbados. Podemos aceitar as próprias lágrimas mais facilmente do que poderíamos aceitar a tremenda leveza dos anjos. Assim ficamos sentados talvez num quarto estrelado e silencioso, enquanto a risada dos céus é forte demais para nossos ouvidos.
A alegria, que foi a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão. [..] A tremenda figura que enche os evangelhos ergue-se altaneira nesse respeito, como em todos os outros, acima de todos os pensadores que jamais se consideraram elevados.
A compaixão dele era natural, quase casual. Os estóicos, antigos e modernos, orgulhavam-se de ocultar as próprias lágrimas. Ele nunca ocultou as suas;[..] No entanto, alguma coisa ele ocultou [..]
Digo-o com reverência; havia naquela chocante personalidade um fio que deve ser chamado de timidez. Havia algo que ele encobria constatemente por meio de um abrupto silêncio ou um súbto isolamento. Havia uma certa coisa que era demasiado grande para Deus nos mostrar quando ele pisou sobre esta nossa terra. Às vezes imagino que era a sua alegria."

G.K. Chesterton - Ortodoxia.
A foto do início é da Bianca, minha sobrinha.
Usei o Photoshop para brincar com a foto.

domingo, 5 de julho de 2009

Simetria e Dominação

"Se o universo inteiro não tivesse sentido, nunca perceberíamos que ele não tem sentido - do mesmo modo que, se não existisse luz no universo e as criaturas não tivessem olhos, nunca nos saberíamos imersos na escuridão. A própria palavra escuridão não teria significado."

DESAFIO: Tente usar os mesmos argumentos que C.S. Lewis usou no trecho acima para mostrar que " a maldade não consegue sequer ser má como a bondade é boa".

RESPOSTA AO DESAFIO: Algumas idéias são naturalmente simétricas, por exemplo:
A luz e a escuridão: só existe escuridão se existir a luz, visto que a escuridão é a ausência da luz. Luz e escuridão são idéias simétricas. No entanto a recíproca não é verdadeira, ou seja, é falso dizer que só existe luz se existir escuridão. Se isso fosse verdade, pela lógica, luz e escuridão seriam a mesma coisa, o que é um absurdo.
Daí vem a idéia de dominação; a luz é independente da escuridão, mas a escuridão depende da existência da luz para ter significado.
No caso da bondade e da maldade, a bondade é ela mesma, ou seja, você pode justificar o bem pelo próprio bem; quando ajudo alguém, o que conceitualmente é algo bom, faço isso ou porque sou realmente uma pessoa boa, ou por alguma outra intenção que me favorece, o que também é uma bondade, só que direcionada a mim.
Já a maldade não pode se justificar por si mesma, ou seja, ninguém consegue afirmar que fez o mal porque o mal era mal, pois se era mal, em todos os sentidos, você não teria a vontade ou intenção de fazer, portanto temos uma contradição em termos, pois a própria decisão a favor de uma ação implica na bondade, em algum sentido, daquela ação. "Logo a maldade é apenas o Bem pervertido. E para que haja uma perversão, é preciso que haja uma perfeição", e a partir daqui segue-se uma recorrência onde o mal justifica-se pelo bem aplicado de forma simétrica.


Abraços!

* Trechos entre aspas foram retirados do livro "Cristianismo Puro e Simples" - C. S. Lewis

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Merciful God

What a merciful, merciful, merciful God
What a merciful, merciful, merciful God
What a merciful, merciful, merciful God You are
You are

You are so gentle
You are forgiving
You hold[bring] me close to Your heart

When I am distant
You show me mercy
You bring me close to Your heart

Compositores: Terry Butler, Randy Butler
Álbum: Why We Worship #1 - Vineyard Music

Copyright © 1992 Mercy/Vineyard Publishing.
All rights reserved. International copyright secured.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma Revelação do Amor do Pai

O texto a seguir é a transcrição direta e tradução de uma pregação de Jack Frost, pregador internacional, na igreja de Toronto, Canadá(TACF) feita por minha amiga Ivete Ferraz, a quem agradeço por compartilhar conosco essa preciosa mensagem. O tom retórico do sermão foi preservado, por isso algumas expressões precisam ser entendidas a partir do contexto coloquial de uma pregação.
Minha sugestão, a você que se interessar em ler, é que você imprima o texto e reserve um período de tempo especial para ler esse testemunho e refletir sobre o que é falado. Meu sincero desejo é que, neste tempo e nos dias posteriores, Deus-Pai tenha a liberdade de trabalhar de forma intensa no seu coração.

Clique aqui para ler o texto.

Site do Ministério de Jack Frost

Outros textos de Jack (em inglês)

domingo, 7 de junho de 2009

Em silêncio

"Lá fora está escuro e a temperatura, abaixo de zero. Isso descreve bem como estou por dentro. É a primeira noite de um retiro de oito dias, e sinto-me tomado por uma sensação de intranquilidade, de inquietude, mesmo de apreensão. Esgotado e solitário. Não consigo me concentrar em Deus. Desisti de qualquer tentativa de orar; parece artificial demais. As poucas palavras ditas a Deus são forçadas e ecoam dentro de minha alma vazia. Não sinto nenhuma alegria por estar em sua presença. Um sentimento de culpa opressivo porém vago, mexe comigo por dentro. De uma forma ou de outra, falhei com ele. Talvez o orgulho e a vaidade tenham me cegado; talvez a insensibilidade à dor tenha endurecido meu coração. Minha vida decepciona o Senhor? A superficialidade de minha alma o incomoda? Seja o que for, eu o perdi por minha culpa, e sinto-me impotente para reverter essa situação.."

Brennan Manning (O Impostor que Vive em Mim)


"Numa religião revelada, o silêncio com Deus tem valor intrínseco e, assim, uma finalidade própria, simplesmente porque Deus é Deus.
Deixar de reconhecer o valor de apenas estar com Deus na condição de amado, sem fazer nada, é um golpe à essência do cristianismo."

Edward Schillebeeckx (The Church and Mankind)